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Intervenção transforma

 

O diagnóstico liberta, a intervenção transforma

O diagnóstico não deve ser encarado como um ponto final, mas como um portal de possibilidades. Em minha trajetória clínica, percebo que o nome dado à dificuldade é o que permite o início da verdadeira mudança. Quando nomeamos o invisível, a angústia da dúvida dá lugar à clareza do que precisa ser feito.

Muitas famílias chegam ao consultório exaustas e sem esperança. Antes de qualquer teste, o psicopedagogo precisa oferecer presença. É necessário um “vidro à prova de impacto”: uma postura que permite sentir a dor do outro com empatia, mas mantém a estrutura necessária para oferecer suporte. O acolhimento é a primeira e, talvez, a mais importante intervenção.

Minha jornada na psicopedagogia é técnica, mas também é pessoal. Como profissional que vivencia o tdah e as altas habilidades, descobri que o diagnóstico é um mapa de navegação. Saber como o nosso cérebro funciona não é um rótulo que limita; é uma explicação que liberta. Essa dupla visão — de quem estuda e de quem habita o diagnóstico — é o que traz agilidade e profundidade ao meu olhar. Uma visão prisma8.

O objetivo não é apenas identificar uma defasagem, mas traçar caminhos para superá-la. A intervenção transforma porque foca na potência e não apenas na falta. Como psicopedagoga, trabalho para que a peculiaridade de cada mente seja respeitada e transformada em estratégia de vida.

 

 

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